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sexta-feira, 10 de maio de 2013

CONCEPÇÕES DE ENSINO



No decorrer da história da educação, diversas concepções, métodos, conceitos e teorias foram surgindo. A escolha da concepção que o professor utilizará, diz muito sobre a sua percepção de mundo.

Com base nas aulas da Prof.ª Denise, vou apresentar a vocês algumas concepções.

INATISMO

Trata-se de uma concepção que acredita que o desenvolvimento e aprendizagem dependem de uma herança genética.

Diversos estudos foram realizados, porém remetiam especificamente a criança, onde discutiam sobre as diferentes formas de inteligências e as distintas personalidades, neste caso baseando-se no tipo físico, e outras mais. A partir desses estudos toda criança que não seguia o padrão de conduta era tida como criança problemática.

Havia até mesmo um manual, que se chamava “A criança problemática” que foi um livro escrito por Artur Ramos, médico pediatra famoso na dec. de 30 e foi usado como um guia, e se a criança não seguia aos padrões era taxada de criança problemática de onde surgiu a “criança problema” o que hoje com a política de inclusão esperamos que não seja mais utilizada, pois devemos avaliar não só a criança em si, mas o contexto social, familiar e histórico que ela vive. Neste contexto, das teorias clássicas o problema estava sempre na criança, falavam da criança com C maiúsculo, não havia relativização.

Dentro do inatismo temos a teoria da guestalt, palavra alemã que não tem tradução literal, estuda as percepções, e explica um pouco do insight.

Uma forma de aprendizagem, presente no inatismo é o insight que do inglês: sight- visão e in-em, dentro; traduzindo-se como introvisão. Abordado por Kohler, um pesquisador Alemão que realizou experimentos com macacos em 1917.




Vídeo http://www.youtube.com/watch?v=FcBGAWNCipI

Neste vídeo podemos perceber nitidamente os conceitos do insight. O sujeito aprende e resolve situações e problemas, movidos por sua percepção, por isso introvisão, ver de dentro, é uma forma subta e repentina que você percebe as coisas, como os macacos que aleatoriamente e de forma inconsciente ao subirem em uma das caixas se percebem mais próximos à banana e faz essa conexão, momento em que essa percepção se integra e ele usa o caixote para pegar a banana.

O insight é uma teoria relevante no inatismo, por depender de características individuais internas e intransferíveis, não se pode ensinar um insight, o professor pode possibilitar situações oportunas que estimulem as crianças a desenvolverem e aprimorarem a prática do insight.

EMPIRISMO

Também conhecido como Ambientalismo ou Behaviorismo, acredita que o desenvolvimento e aprendizagem são condicionados pelo meio, fala de ações observáveis ocorridas em um ambiente contextual.

Nesta concepção, o professor visa o desempenho pontual, mecânico.

A lei de diretriz base 5692 é behaviorista, ou seja, o nosso sistema educacional brasileiro tem um gancho behaviorista até hoje. As escolas funcionavam assim, era o famoso ensino tecnicista, o professor, ditava, ditava, ditava, o aluno copiava, copiava, copiava fazia exercício prova e o professor dava a nota, qualquer forma diferente de reflexão, de crítica ou de criatividade devia ser barrada para manter um controle.

No Behaviorismo você tinha que controlar as variáveis, você não podia em nenhum momento deixar essa criação, reflexão acontecer. Havia apenas reprodução do que já vinha pronto. O Behaviorismo é uma teoria muito bem estruturada, uma teoria que tem sustentação dentro da psicologia, porém a aplicação dessa teoria como um pilar da educação geraria problemas. Existe aprendizados que é preciso passar de forma mecânica como, andar de bicicleta, mas não cabe a todo e qualquer aprendizagem, por que é necessário exercitar no aluno a capacidade de reflexão, criação e de crítica.

O condicionamento clássico, na teoria Behaviorista, é ESTIMULO- RESPOSTA- REFORÇO, deve ser aplicado diversas vezes para que haja

condicionamento do comportamento. Surgiu com a experiência do Pavilov, com o cachorro, o Skiner usou ratos e pombos.

Em sala pudemos perceber essa relação de ESTIMULO- RESPOSTA- REFORÇO através do filme - A onda, versão Alemã, 2008.



O professor Rainer utiliza da prática vivenciada, que é um conceito behaviorista, para ensinar os seus alunos sobre Autocracia, onde fica claro também o uso do termo empirista, que vem de experiência de vida, tudo que é empirista teve como base comprobatória algo que aconteceu, algo concreto, por meio dessa prática posiciona-se como o líder de um movimento, A onda, e de diversas maneiras emite ESTÍMULOS aos seus alunos, os quais devolvem algum tipo de RESPOSTA, este retorno pode ser de acordo ou não com o estimulo que o professor enviou que por sua vez, o professor retorna em forma de REFORÇO positivo ou negativo e assim por diante até que alcance o condicionamento desejado.

Um exemplo breve:

* O professor sugeriu um encontro - ESTIMULO

* Os alunos concordaram – RESPOSTA

* Sugeriu o uso de uma camiseta branca – ESTIMULO

* Usaram camisetas para o encontro – RESPOSTA

* Quem não estava de camiseta branca foi barrado – REFORÇO negativo

* Quem estava com a camiseta branca foi bem recebido e participou do movimento – REFORÇO positivo

Isso nos mostra que essa forma de ensino, apesar de ser menos trabalhosa, não capacita os alunos a pensarem por si, só faz com que eles reproduzam uma ideia de algo “certo” ou ”o melhor” pela visão de quem transmitiu, não permitindo que eles criem novas ideias ou escolham o seu caminho. ”Não humanizamos”! Segundo Paulo freire.


INTERACIONISMO

Na tendência Interacionista temos como base a teoria Construtivista ou teoria de Piaget.

Esse conceito Construtivismo foi trazido por Piaget, que usou o sentido literal de construir e aplicou no conhecimento ou forma de aprendizagem. Em nenhum momento vemos a criança/ser humano, de forma fragmentada, temos uma ideia de continuidade, a criança tem uma base de conhecimento, já previamente adquirida em casa e no meio social de vivência dela, a partir dessa base o professor faz ligamentos e relações com outros conceitos, contextos e ideias, os quais a criança vai polindo e implantando na sua “base”.



Por : Debora Silva

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Escola e Aluno



link de acesso em 10/05/13às 1:58

           No século passado foi comum nas instituições de ensino o método tradicional como base de ensino, onde o aluno “passivo”, que não tinha vez nem voz, na escola, em casa ou na sociedade era instruído pelo professor, na transmissão de conteúdos, apenas executando prescrições, pois na concepção deste método tradicional, o adulto é tido como um homem acabado, e o aluno um adulto em miniatura que precisa ser atualizado. Os mais novos eram submissos ao autoritarismo do mais experiente.

           Era basicamente...
           Na escola, o aluno escuta. O Professor, dono do saber, fala.

Diante disso, por medo, o aluno não se manifestava. Fazia o que lhes era dito para fazer. Como em uma linha de produção, por mais que não entendesse a matéria ele calava-se.




link de acesso em 10/05/13 às 01:59
            Alienado, o aluno além de não manifestar-se, não desenvolve o raciocínio, fugindo do propósito do processo de ensino, que remete a humanização do ser. Com esse método não se aprende, se acumula informações, não se estuda,decora-se conteúdo para a prova.
         A escola apenas formava mais homens e mulheres, “portadores” do conhecimento, segundo o que a sociedade julgava importante, para que fosse reproduzido e da mesma forma passado às novas gerações.
link de acesso em 10/05/13 às 01:59
            Infelizmente não podemos dizer que o Método “Aluno Passivo” não é mais utilizado..., no entanto, o aluno não é mais tão submisso, principalmente os adolescentes e adultos, pois, ao notarem por exemplo, que não têm oportunidade de participar ou expor suas idéias julgam a aula ruim e o Professor, um mau Profissional.

             É nesse momento que compreendemos a importância da atualização dos métodos de ensino, assim como a reformulação do plano de aula para que atenda às necessidades culturais do meio em que o professor ensina, e aos objetivos pedagógicos que são estabelecidos pela instituição.

Por: Karen Sato

Formação psicológica do professor.

Como pensar na formação psicológica do professor num quadro de tanta complexidade e incerteza?


           A formação psicológica do professor precisa ser feita de forma que os mesmos aprendam a lidar com situações diversas futuras. É preciso formar profissionais críticos, reflexivos e autônomos, para que quando forem sujeitados a alunos difíceis, com diferentes necessidades, casos de violência em escolas e situações difusas, possuam auto controle emocional, psicológico, temperamental e acima de tudo ter convicção do que faz.

             Será que todos os professores possuem psicológico para lidar com a situação de uma pessoa armada invadir a escola e sair atirando em todos, como aconteceu na escola municipal Tasso da Silveira em Realengo? Será que todos os professores teriam a mesma atitude da professora Célia Maria de Carvalho, de 57 anos, quando num ato corajoso ou até mesmo impensado protegeu seus alunos fechando a porta e tentando impedir que o atirador entrasse?
            Estas são questões que deveriam ser abordadas em sala de aula, pois infelizmente, há quem estará sujeito a esse tipo de situação. Além de abordar essas situações em sala de aula, é preciso problematizar e refletir sobre. É interessante também trazermos em pauta um planejamento de ensino que previna e conscientize os alunos sobre a realidade.
Se é tão difícil para o professor, um ser formado com tantas experiências vividas, imaginem para o aluno, criança que está em formação e receptor de conhecimento.
            Infelizmente esse preparo preventivo não é uma realidade, pois muitos dos professores não incorporaram a sua formação docente, ou até mesmo aos seus conhecimentos e conceitos de vida esta preocupação, muitos até mesmo ignoram, ainda sabendo que pode alcança-los, preferem iludir-se em não ser este “um em um milhão” das estatísticas.

Por: Débora Silva e Mayara Lima